Pedro Abrunhosa

  - Sempre o espaço vazio -
 
 

   Em7

Deixei as palavras

     Am7

Devorar-me os segredos,

    F#m

Abracei a cidade

      Fadd9

E prendi-a entre os dedos.

   Em7

Cansei-me das ruas,

    Am7

Das luzes de prata,

     F#m

Escondi-me nas portas

      Fadd9

Em vertigens de faca.

 Em7

Abri as janelas

      Am7

Sobre praças divinas,

    F#m

E fechei-te nos braços

      Fadd9

Sob a luz das cortinas.

     Em7

Mergulhei no abismo

      Am7

De um olhar tão urgente,

     F#m

E beijei-te sem pressa

  Fadd9

Pedindo-te o sempre.

 

  C             G

A vida é só este espaço vazio,

      Bb

Um instante demente

         F

Entre as margens de um rio.

  C#

Pedaço de tempo,

     Eb

mentiras eternas,

    C

Uma névoa de gente

   C+

De esperanças pequenas.

 

   Em7

Foi então que sonhei

    Am7

Que não tinhas partido,

       F#m

Que as mãos eram céu

     Fadd9

E as noites comigo.

  Em7

Acordei num abraço

Am7

Sereno de ti,

      F#m

E foi preso no nada

Fadd9

Que no sonho morri.

Em7

Disseste que o quarto

Am7

Te fugia das mãos,

F#m

Eu perdi-me no medo

Fadd9

Que tivesses razão.

Em7       Am7

Mata-me a saudade

F#m

Agarra-me para sempre…

 

  C             G

A vida é só este espaço vazio,

      Bb

Um instante demente

         F

Entre as margens de um rio.

  C#

Pedaço de tempo,

     Eb

mentiras eternas,

    C

Uma névoa de gente

   C+

De esperanças pequenas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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