Pedro Abrunhosa

  - Tempo -
 

 

Batem relógios no raiar dos dias,

Por cada batida novas fantasias.

Loucas palavras, luzes cor de mel,

Ventos que trazem nuvens de papel.

Diz-me o que hei-de eu fazer,

Sinto no tempo o meu tempo a morrer.

Quanto + longe    + perto de ti.

Vozes ao longe chamam por mim,

Cantigas, magia, passos de arlequim.

Estrelas cadentes na palma da mão,

Milagres, duendes, rasgos de paixão.

 

 

Diz-me o que hei-de eu fazer,

Sinto no tempo o meu tempo a morrer.

Quanto + longe    + perto de ti.

 

 

Ouço os segredos do fundo do mar,

Barcos perdidos, sereias a cantar.

Trago o teu nome escrito no peito,

Volta para mim, faz teu o meu leito.

 

 

Diz-me o que hei-de eu fazer,

Sinto no tempo o meu tempo a morrer.

Quanto + longe    + perto de ti.

 

 

   + perto de ti

   + perto de ti

   + perto de ti

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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