Pedro Abrunhosa - Como uma ilha -
Tu és todos os livros, Todos os
mares,
Todos os rios, Todos os
lugares.
Todos os dias, Todo o
pensamento,
Todas as horas, O teu corpo no vento.
Tu és todos os sábados, Todas
as manhãs,
Toda a palavra, Ancorada nas
mãos.
Tu és todos os lábios, Todas as
certezas,
Todos os beijos, Desejos,
princesa.
Como uma ilha,
Sozinha...
Prende-me em ti, Agarra-me ao
chão,
Como barcos em terra, Como fogo
na mão,
Como vou esquecer-te, Como vou
eu perder-te,
Se me prendes em ti, Agarra-me
ao chão,
Como barcos em terra, Como fogo
na mão,
Como vou eu lembrar-te, Se a
metade que parte
É a metade que tens.
Tu és todas as noites, Em todos
os quartos,
Todos os ventos, Em todos os
barcos.
Todos os dias, Em toda a
cidade,
Ruas que choram, Mulheres de
verdade.
Tu és só o começo, De todos os
fins,
Por isso eu te peço, Fica perto
de mim.
Tu és todos os sons, De todo o
silêncio,
Por isso eu te espero, Te quero
e te penso.
Como uma ilha,
Sozinha...
Prende-me em ti, Agarra-me ao
chão,
Como barcos em terra, Como fogo
na mão,
Como vou esquecer-te, Como vou
eu perder-te,
Se me prendes em ti, Agarra-me
ao chão,
Como barcos em terra, Como fogo
na mão,
Como vou eu lembrar-te, Se a
metade que parte
É a metade que tens.
Como uma ilha,
Sozinha...
Prende-me em ti, Agarra-me ao
chão,
Como barcos em terra, Como fogo
na mão,
Como vou esquecer-te, Como vou
eu perder-te,
Se me prendes em ti, Agarra-me
ao chão,
Como barcos em terra, Como fogo
na mão,
Como vou eu lembrar-te, Se a
metade que parte
É a metade que tens.
© 2005 PTab.web.pt | todos os direitos reservados